Feijó está se tornando um "sem noção"

Completamente sem sentido a entrevista coletiva convocada pelo vice-governador Paulo Feijó nesta quarta-feira, para horário imediatamente após o anúncio da decisão do TRF. Não havia um motivo razoável, não havia uma nova denúncia, não havia nada. Era apenas para comunicar que pretendia depor voluntariamente na CPI do PT, no dia 26.

Basicamente, o que fez foi ocupar espaço na mídia e assim, tirar um pouco o foco sobre uma excelente notícia à governadora. Se Feijó tem, de fato, alguma prova contra Yeda, como costuma ameaçar há mais de dois anos, que a apresente. Mas não fique fazendo a imprensa de palhaça, criando factóides.

Coffy termina de estragar o dia da oposição

O deputado Coffy Rodrigues, no papel de relator da CPI do PT, jogou um balde de água fria nas pretensões do vice-governador Paulo Feijó de depor voluntariamente à Comissão. Durante a sessão na noite desta quarta-feira, ele afirmou ter um parecer da Procuradoria Geral da Assembleia Legislativa em que é vedado qualquer depoimento espontâneo sem a aprovação do colegiado, salvo secretário de Estado, para falar especificamente de assuntos relativos à sua pasta.

E assim acabou o dia da oposição.

Coffy quer desarquivar pedido de impeachment contra Feijó

Honra a sigla que o abriga o deputado Coffy Rodrigues ao não curvar-se diante da decisão do presidente da Assembleia Legislativa, Ivar Pavan, de arquivar o pedido de impeachment protocolado por ele contra o vice-governador Paulo Feijó. Para Coffy, o petista adotou uma posição político-partidária, sem a devida neutralidade, para desconsiderar a farta argumentação que comprova atos de improbidade administrativa cometidos pelo vice ao prestar serviços privados à Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) já quando exercia cargo no Executivo.

Coffy alega que o parecer do procurador geral da AL para o pedido de impeachment de Feijó é idêntico ao emitido para embasar o cometido contra a governadora Yeda Crusius, com o diferencial de que o processo elaborado pelo parlamentar contra o vice é acompanhado de provas, como amplamente divulgado pela imprensa, ao contrário do outro, que se baseara apenas em indícios – constatados pelo próprio presidente em sua justificativa para dar-lhe seguimento.

O tucano recorreu ao Plenário da AL, nesta terça-feira. Não apenas ele, mas boa parte da sociedade gaúchatambém está ávida por ver Feijó ser devidamente enquadrado por suas malfeitorias contra o Rio Grande e por sua determinação quase psicopática na tentativa de derrubar a governadora Yeda Crusius para tomar-lhe o lugar. Que o Plenário, com sua maioria lúcida, tenha a dignidade de contrariar a decisão arbitrária do petista Pavan e dê andamento ao processo contra Feijó.

Juventude, enfim, chega a um consenso

Depois de um alarme falso, alguns contratempos e intensas negociações, a Juventude tucana chegou a um veredito, com relação à escolha da nova Executiva: não haverá disputa, mas somente uma chapa consensual, cuja eleição acontece no próximo domingo, em paralelo à eleição majoritária para o Diretório.

Depois de duas semanas tratativas entre as duas chapas estabelecidas, lideradas de um lado pelo atual secretário geral Daniel “Leitão” Ludwig, e de outro, pelo atual vice-presidente Christian Souza, ambos chegaram a um acordo neste domingo. Leitão será o presidente; Christian, o primeiro vice.

As duas chapas se fundiram para formar um núcleo consensual, garantindo, assim, a unidade do partido também na ala jovem, como aconteceu com o Diretório Estadual. Neste, foi escolhido o nome do deputado federal Cláudio Diaz para comandar do PSDB no biênio 2010/2011.

Ganha a democracia tucana, que se fortalece a partir da consciência de que o partido precisa estar íntegro para a campanha de reeleição da governadora Yeda Crusius.

Tensão e grosserias na apresentação do relatório

Os deputados aliados não podem deixar barato a agressão sofrida pela relatora da Comissão que analisou o pedido de impeachment da governadora Yeda Crusius, por parte do deputado petista Raul Pont, na noite desta quinta-feira. Cachorrão, como o parlamentar é conhecido, gritou com a tucana e proferiu palavras fortes, num primeiro momento, para, em seguida, arrancar-lhe o microfone com força e espalhar sobre a mesa várias páginas do relatório que Zilá estava lendo.

Logo após o episódio, instaurou-se um clima belicoso no Plenarinho da Assembleia Legislativa, com tentativa de agressão física por parte do deputado petista Ronaldo Zulke contra integrantes da Juventude do PSDB que estavam na plateia. Manifestantes ligados à oposição começaram a gritar, houve bate-boca e a sessão teve de ser interrompida pelo presidente da Comissão, o pepista Pedro Westphalen.

Com a saída integral da oposição das dependências do Plenarinho – a claque incluída –, a leitura do relatório prosseguiu em clima de tranquilidade, até a votação, com a presença apenas da base aliada. Por 16 votos favoráveis e nenhum contrário, o parecer recomendando o arquivamento do processo foi aprovado.

Não houve ilicitude por parte da governadora, garante Coffy

Nesta quarta-feira, logo ao início da sessão da CPI do PT, o deputado Coffy Rodrigues conseguiu implodir a tentativa da oposição de transformar uma atitude legal da governadora Yeda Crusius em um escândalo. Tratada em “assuntos gerais”, a aquisição de móveis e equipamentos com recursos públicos para a instalação na residência oficial da governadora foi descrita por Coffy como “de praxe”, amparada em legislação específica.

- Há um parecer da Cage [Controladoria e Auditoria Geral do Estado] que normatiza que, ao final do mandato, caberá ao governante devolver os bens adquiridos ou indenizar o Estado com os valores correspondentes ao investimento –, garantiu o relator da CPI, destacando que o Tribunal de Contas do Estado aprovou as contas de 2007, ano em que os bens foram adquiridos, sem fazer qualquer ressalva a respeito desses itens.

Coffy destacou que a casa da governadora é considerada residência oficial, daí a possibilidade de tais bens serem adquiridos com recursos públicos. Tanto que, ainda em abril de 2007, quando as compras foram feitas, todos os móveis e utensílios foram tarjados com plaquetas de numeração do Patrimônio do Estado. “Se ela quisesse cometer uma ilicitude, não iria comprar nada em nome do Estado e ainda mandar entregar na casa dela”.

O parlamentar foi mais longe. Segundo ele, também os governantes anteriores se utilizaram do mesmo expediente. Ele se comprometeu a apresentar, publicamente, documentos que comprovam que a prática é comum e antiga e que nunca foi questionada pelos órgãos fiscalizadores, nem pela Assembleia Legislativa.

A coisa não é tão feia quanto parece

Em tempos de pesquisas pré-eleitorais com resultados negativos, duas enquetes realizadas esta semana, relacionadas à governadora Yeda Crusius, representam um alento e dão margem à interpretação de que, dependendo como tais pesquisas foram feitas, pode imaginar que tenham sido conduzidas de modo a apresentar os exatos resultados que apresentaram.

Na segunda-feira, o programa Roda Viva, da TV Cultura, de São Paulo, perguntou a telespectadores de todo o país: o pedido de impeachment da governadora é perseguição ou justiça? A esmagadora maioria, 67%, acredita que Yeda está sendo vítima de um processo de radicalização política.

Para respostas espontâneas como essa, a pergunta do programa Polêmica, da rádio Gaúcha, desta terça-feira, questionou: mal na pesquisa, Yeda deve concorrer à reeleição? De novo, a população devolveu, com otimismo: 71% responderam que sim.

O que se depreende desses dois resultados é que para uma parcela significativa do povo gaúcho e brasileiro, a situação da governadora e do seu governo não é o que a oposição tenta pintar. Isso serve como combustível não apenas para que Yeda continue trabalhando como vem fazendo desde sempre, como alimente firmemente os planos de uma possível reeleição.

Quanto às pesquisas divulgadas na última semana, ambas têm cheiro de que a maior parte dos municípios pesquisados pertence à região metropolitana, onde a oposição – o PT, particularmente – tem forte influência, mas no interior do Estado não apita muita coisa. Infelizmente, os institutos não revelam (como chegamos a pedir, sem sucesso) quais os municípios em que foram realizadas, o que permite supor que o cenário não é tão negro quanto tentam convencer a população.

Ou uma, ou outra. Ou nenhuma

Durante a CPI do Detran, a oposição trouxe à tona a história de uma suposta carta que o lobista Lair Ferst teria escrito no primeiro semestre de 2007 para colocar a governadora Yeda Crusius a par do esquema de corrupção que ocorria no órgão. Lair teria pedido ao falecido Marcelo Cavalcante para entregá-la. O motivo seria uma vingança do lobista contra os ex-sócios na fraude, já que com a troca da Fatec pela Fundae, Lair havia sido excluído da roubalheira.

Nunca ficou provado que a tal carta realmente existiu, mas como acusar sem provas é o esporte preferido da oposição, houve quem garantisse que a carta não só era verdadeira como, inclusive, havia sido entregue à governadora que, então, tomou conhecimento de toda a ladroagem e nada fez para acabar com ela. A oposição brincou com esse assunto por vários meses, entre 2007 e 2008.

Este ano, entretanto, já não se fala mais na carta, mas em que a governadora e seu marido, Carlos Crusius, estariam envolvidos diretamente no esquema, recebendo, desde o início do governo, propinas graúdas com os recursos desviados do Detran. Cifras que poderiam chegar a R$ 700 mil por mês, segundo o boquirroto Buchmann especulou. E a oposição tripudia em cima como pode.

Há algo nessas duas histórias que não fecha e uma em contraponto à outra se anulam, com o aval da própria oposição que as tornou públicas e as difundiu e difunde como pode. Se a governadora não apenas sabia do esquema, como ainda se locupletava dele desde sempre, a troco de que Lair teria escrito a carta? Para entregar quem? Denunciar o que? Afinal, se Yeda também participava do esquema, não havia o que dedurar.

Ou seja, se a oposição tem como verdade absoluta que a carta de Lair Ferst existiu e foi entregue à governadora, não pode, posteriormente, dizer que ela recebia uma percentagem dos desvios. As duas acusações são incompatíveis.

Não deixe sem resposta os ataques à nossa governadora

A partir desta semana, movimentos sociais patrocinados pelos partidos da esquerda beligerante pretendem recrudescer os ataques à governadora Yeda Crusius. Por todo o Estado, deve haver manifestações com claro intuito golpista, em mais uma tentativa de desconstituir um governo eleito legitimamente e sustentado por competência e lisura.

Não é possível aceitarmos calados essas provocações. Temos de reagir. Não podemos deixar que acusações levianas sejam ofertadas à população como verdades consagradas. Argumentos para contrapor esses absurdos não nos faltam.

É preciso mostrar à comunidade as inúmeras conquistas que nossa governadora obteve em sua gestão, que mudou o cenário de miserabilidade econômica em que o Estado atuou por mais de três décadas e apontar o que está sendo feito para promover o desenvolvimento e o bem-estar do povo gaúcho.

Promova encontros, utilize os meios de comunicação social, fale direto com a população, mobilize os militantes tucanos em sua cidade para não deixar que prevaleçam as mentiras que a oposição quer colar à imagem e ao bom nome de nossa governadora.

Versão do vice Feijó é desmontada por jornalista

Jornalista Políbio Braga resgatou da história recente do Estado o verdadeiro motivo do afastamento do então candidato a vice-governador Paulo Feijó da campanha eleitoral, no segundo turno. Algo bem diferente do que disse Feijó ao Ministério Pùblico, cujo depoimento foi apresentado na CPI do PT, nesta quinta-feira. Confira a seguir o que levantou Políbio e que todos aqueles que acompanharam os bastidores da campanha sabem que é o correto:

“No vídeo de delação não premiada, o sr. Paulo Feijó conta a seguinte história (versão livre):

- Me afastei da campanha quando percebi que recursos estavam sendo desviados para uso privado.

A história recontada é edulcorada, mas a história verdadeira é bem mais escabrosa e deixa mal o vice de Yeda.

Nesta sexta-feira, o editor conversou com os tucanos, pepessistas e peemedebistas que participaram da reunião onde começou a entornar o caldo, bem no início do segundo turno. É que no domingo imediatamente anterior à segunda-feira onde PSDB-DEM-PPS pediria o apoio do PMDB, o vice de Yeda concedeu uma entrevista a Zero Hora espinafrando o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, que segundo ele só permanecia no cargo porque era parente do senador Pedro Simon. A reunião foi suspensa. Onyx e Feijó foram então compelidos a pedir perdão a Simon. Isto foi feito pelo telefone, na frente de seis testemunhas: Berfran Rosado, Nelson Proença, Carlos Crusius, Bordini e Onyx. Lemos e Simon nem são parentes.

O caldo entornou de vez depois de um debate de vices na TV, no qual o vice Paulo Feijó demonstrou novo destempero. Yeda chamou-o e exigiu que ele fosse embora para casa:

- Tu não és do ramo. Cai fora. Renuncia. Quero outro vice.

Novamente o deputado Onyx Lorenzoni entrou de bombeiro, o DEM nacional pressionou em nome da aliança em torno de Alckmin e o próprio Jurídico do PSDB achou complicado mudar o vice.

A partir daí foi a guerra de bugio que se conhece, mas o sr. Paulo Feijó não é o mocinho nessa selva.

Una nova chance para a CPI seguir uma ordem correta

A não ida do secretário adjunto da Administração, Genilton Ribeiro, para depor à CPI do PT, nesta quinta-feira, por motivos de saúde (ou falta dela), no que seria o primeiro depoimento da Comissão, não é de todo mal. Aliás, não é nada mal. Genilton falaria sobre as denúncias feitas pelo ex-presidente do Detran, Sérgio Buchmann, as quais seriam uma reprodução do que ele teria falado a Buchmann, o que Genilton nega ter feito.

Por uma manobra da oposição, o ex-presidente não tem data certa para depor, mas é óbvio que o que quer que diga, terá maior peso por ser após seu desmentido, o que não é lógico nem natural.

Os dois depoimentos precisam acontecer no mesmo dia, sendo Genilton depois de Buchmann, para que se tome conhecimento, oficialmente, das acusações do ex-presidente e, então, do desmentido que o secretário terá a fazer. E, se possível, que se faça, a seguir, uma acareação, para ver, afinal, quem está mentindo.

Porque do jeito como estão propondo, é como um livro em que o epílogo vem antes do prólogo.

Juventude tucana longe de um consenso

Esta semana está sendo de intensos debates para a Juventude Estadual do PSDB, com a proximidade da eleição, marcada para o dia 18, concomitantemente com a do diretório estadual. Mas, ao contrário das frutíferas negociações no âmbito do diretório, que resultou na escolha de um nome de consenso para a presidência (o deputado federal Claudio Diaz), na Juventude uma chapa única está longe de acontecer, a julgar pelas reuniões que vêm ocorrendo.

Dois nomes estão na disputa, ambos atuais dirigentes. De um lado, o 2º vice-presidente Christian Souza. De outro, o secretário geral Daniel “Leitão” Ludwig. Não há, claramente, situação e oposição, já que a gestão presidida por Lucas Redecker, foi – esta sim – resultado da união de esforços e da opção pela unidade. A eleição se deu por aclamação, como chapa única.

Desta vez, não parece haver um nome forte que consiga congregar as duas correntes, apesar de esta possibilidade ser uma opção cogitada por Souza que, por temer que a disputa provoque sequelas graves, abriria mão de concorrer. Leitão, por sua vez, entende que seu grupo vem trabalhando muito para conquistar espaços para a Juventude dentro do partido e vê a disputa como um risco calculado.

Nesta sexta tem nova rodada de negociações. Aguardemos os desdobramentos.