Melhores momentos - Convenção 2009






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Imprensa ignora alerta de Coffy

Injustificável a postura da imprensa gaúcha nesta quinta-feira, ao ignorar a informação divulgada durante a CPI do PT, na noite de quarta, pelo relator Coffy Rodrigues, de que o vice-governador Paulo Feijó não poderá depor voluntariamente na Comissão, no dia 26, sem que seu nome seja aprovado pelo colegiado.

Ao contrário, a imprensa abriu muito espaço para a entrevista coletiva que Feijó concedeu na quinta, onde frisa que irá, sim, falar à CPI na data agendada com a presidente “linha dura”.

Ao não dar visibilidade ao parecer emitido pela Procuradoria Geral da Assembleia Legislativa, por solicitação de Coffy, os veículos apenas adiam algo que será inevitável mencionar, mais adiante, quando houver o embate derradeiro para barrar a presença de Feijó na Comissão, o que deve acontecer ao longo da próxima semana.

Porque já basta que a presidente não cumpra os acordos nem siga as regras acertadas por consenso, o que, aliás, é o principal motivo de raras vezes haver quorum para serem votados requerimentos. Se o que é legal não está sendo cumprido, não haverá conivência por parte da base aliada para os desmandos da presidente.

Oposição sentiu o baque

Durante a tarde desta quarta-feira, nos programas de rádio, e na sessão da CPI do PT, era clara a frustração no tom de voz dos principais deputados da oposição, por conta da decisão dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região de excluir a governadora Yeda Crusius do processo judicial movido pelo Ministério Público na Justiça de Santa Maria.

A presidente da CPI era a mais indignada. Abriu a sessão fazendo um relato dos fatos da tarde e não escondia a indignação. Eles sentiram o baque e acusaram o golpe, sobretudo porque agora não podem mais chamar a governadora de “ré”.